segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013, um feliz recomeço!

A noite de Ano Novo é comemorada com muita festa em todas as partes do mundo. Conhecida também como Réveillon, palavra proveniente do verbo réveiller, que em francês significa "despertar", registra a chegada de um novo ano com os seus 365 dias prontos para recomeçar.
As expectativas e os sonhos se renovam, e a "Esperança" talvez seja a palavra certa para definir o sentimento que toma conta de todos nós. Não importa onde estejamos, se aqui ou em outro lugar do mundo, a chegada de um novo ano representa o recomeço. É o momento de despertar em nós a fé de que tudo pode ser diferente e melhor no ano que se inicia. É o momento de fazer novos planos, traçar novos rumos e fazer aquelas velhas promessas.

A passagem do ano é cercada de crenças e superstições, muitos apelam para os rituais e simpatias de ano novo, tentando dar uma ajuda à sorte. Pular 7 ondas na virada do ano, comer 3 colheres de lentilhas, chupar 7 sementes de romã na meia noite do Réveillon ou comer 3 uvas, mentalizando um pedido a cada uva e guardando as sementes na carteira. As opções são inúmeras.
 

Superstições ou crendices, não importa, as simpatias feitas na noite do Réveillon, atuam como uma "mentalização positiva" para o que se quer alcançar, porém, mais do que isso, é necessário que tenhamos pensamentos positivos de amor, perdão e gratidão durante todos os dias do ano, para que estejamos na sintonia certa para recebermos aquilo que almejamos.

Para os cabalistas, somos responsáveis pelo que acontece em nossa vida. Somos nós que criamos, de alguma forma, determinada situação. Não existe o acaso, mas a lei de causa e efeito. Portanto, jamais teremos boa saúde se pensarmos em doenças, nem prosperidade se reclamarmos de miséria, e tão pouco alegria se mentalizarmos tristeza.
Não adianta usar o branco na passagem do dia 31, para atrair a paz, se não cultivarmos a paz em nós. Pedirmos amor, se não amamos as pessoas ao nosso redor. É preciso saber perdoar aos outros e a nós mesmo pelos erros cometidos, e sermos gratos por tudo o quanto temos recebido, pois a gratidão nos faz merecedores de novas bênçãos. Para fazer um ano realmente "novo", é preciso um olhar especial, para ver e agradecer tudo aquilo que nós temos. 2013 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente, se nos dermos conta de que é preciso ser a mudança que queremos ver no mundo. Portanto, o que eu desejo para todos é sabedoria. E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência.

E como diria Carlos Drummond: "Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

E como resolução de ano novo deixo aquí a sugestão do poeta Fernando Pessoa:

Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.

Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.

Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.

Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.

Olhe para o lado, alguém precisa de você.

Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se achá-lo, segure-o!

 Fernando Pessoa

Que 2013 venha repleto de bênçãos para todos os lares. Que a paz esteja presente em todo o mundo e em cada coração. Que a justiça e a igualdade seja o lema de todos os povos, e o amor fraterno seja praticado em todos os dias do Ano Novo!
 

 
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

As luzes do Natal

Esta semana, revendo fotos, revivi a emoção de momentos felizes compartilhados em família,  numa viagem à Serra Gaúcha. Nesta viagem levei minha mãe para conhecer o Natal Luz em Gramado. Foi inesquecível, pois ela se encantou com tudo o que viu, e embora eu já conhecesse algumas cidades do Sul, não esperava que fossem tão emocionantes os shows de natal. Confesso que foi uma das coisas mais bonitas que eu já ví na minha vida. Aliás, acredito que nada combina mais com o Natal do que as luzes que enfeitam as ruas, em todas as partes do mundo, nesta época do ano. 
Ao enfeitar a árvore de Natal, revivo todos os natais que passei. As vezes me pego a olhar a árvore iluminada, como se ainda fosse a criança que um dia eu fui. Viajo no tempo e revejo a mim e os meus irmãos à espera do Papai Noel. Lembro-me dos tios e primos, da alegria ao compartilharmos os brinquedos ganhos na noite de Natal. As vezes me lembro da casa de uma tia muito querida e das luzes que iluminavam uma imensa árvore, o que me deixava fascinada.
Muitos anos se passaram, mas a essência desses natais ainda permanece em mim. Não me lembro das roupas que usei, nem dos presentes que ganhei, mas posso me lembrar como se fosse hoje, do aconchego da família reunida na noite de Natal. E mesmo agora, quando alguns familiares já não se encontram entre nós, sou grata a Deus por ter vivido esses natais.
Adoro reunir a família, compartilhar a ceia e trocar presentes. Sinto a magia do Natal, como pude sentí-la no brilho do olhar da minha mãe ao assistir ao Natal Luz em Gramado. Acho que o verdadeiro sentido da comemoração não está nas roupas novas, numa ceia sofisticada ou nos caros presentes, mas no coração de cada um que acredita no verdadeiro motivo da celebração, o nascimento de Jesus. E nada mais simbólico do que as luzes, para relembrar a Luz do Cristo, que veio para nos guiar.


 



Que essa magia toque o coração de cada um e permaneça em nós. Que as luzes do Natal iluminem à toda a humanidade em direção à fraternidade e ao amor. E que os apelos consumistas não apaguem o verdadeiro significado da festa.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sobremesa de chocolate com coco

Como eu já havia dito, o almoço no último sábado, foi ótimo! Fátima, a anfitriã, fez uma excelente escolha para o cardápio do almoço, sem contar que as sobremesas estavam maravilhosas.
Ainda feliz pelo reencontro, com amigas que eu considero muito, passo a vocês esta receita de sobremesa que aprendí com minha amiga Margareth, uma menina muito prendada. Eu ainda me lembro com saudades do tempo em que trabalhávamos juntas e ela de vez em quando nos levava algumas guloseimas feitas por sua mãe, de quem ela herdou os dotes culinários.
Muito fácil, pode ser uma alternativa para o almoço de Natal. Uma delícia!
 
Beijinho da Margareth

2 latas de leite condensado
2 latas (medida) de leite de vaca
1 pacote de 100 gr de coco ralado
2 colheres (sopa) de Maizena

Cobertura de chocolate
12 colheres de chocolate em pó ou Nescau
2 latas de creme de leite sem soro

Mode de fazer:
Leve ao fogo até levantar fervura, o leite condensado, o leite de vaca, o coco ralado e a Maizena. Ponha num Pirex.
Bata bem os ingredientes da cobertura e jogue por cima. Leve à geladeira assim que esfriar.
Esta sobremesa não fica enjoativa, apesar de levar leite condensado, pois a camada de chocolate com o creme de leite quebra um pouco o doce. Adoorei! Tenho a certeza de que vocês também irão gostar.
Au revoir! Com novas receitas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O centenário do Rei do Baião

Luiz Gonzaga do Nascimento, o "velho lua", como era carinhosamente chamado pelos amigos e admiradores, se estivesse vivo, completaria hoje 100 anos. Ele que foi um dos compositores mais importantes da música popular brasileira, nasceu no dia 13 de dezembro de 1912, no pequeno povoado de Araripe, no estado de Pernambuco, e morreu 2 de agosto de 1989, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte e enterrado em seu município natal.

Seu pai, um lavrador, que nas horas vagas tocava acordeão, o ensinou a tocar. Ainda menino acompanhava o pai, tocando junto com ele em bailes, forrós e feiras. Em 1939, após deixar o exército, passou a se dedicar à música. No início da carreira, tocava sanfona nas ruas do Rio de Janeiro, passando o chapéu aos transeuntes recolhendo dinheiro, após as apresentações. Se apresentou em bares da zona de meretrício do Mangue, e posteriormente em cabarés da Lapa.

Luiz Gonzaga, é autor de sucessos como Asa Branca, Baião de Dois e Qui Nem Jiló, apresentou a cultura brasileira para os quatro cantos do Brasil e do mundo, e tornou-se conhecido como o Rei do Baião.
O baião é a fiel expressão da música nordestina do sertão e suas músicas colocaram o Nordeste no mapa da MPB. 
"Asa Branca é um símbolo. Foi essa música que mostrou não só o ritmo mas o modo de vida dos habitantes do Nordeste do Brasil. Cantou que a terra arde igual a fogueira de São João. Que o alazão morreu por sede. E isso fez todo o impacto. Misturou a novidade na onda sonora. Foi quase um jornalismo musical para o Sudeste saber o que acontecia no Nordeste" - Daniel Gonzaga - Neto de Luiz Gonzaga em Especial da Globo News.
Suas músicas são um lamento pelo sofrimento do povo nordestino, mas também representa o canto de fé e esperança do homem sertanejo ao dizer: "Quando o verde dos teus óio/Se espaiá na prantação..." Além de falar dos temas do sertão e das festas juninas, o baião influenciou outros ritmos, criando novas gerações de artistas como Raul Seixas, Chico César, Zeca baleiro e Lenine. Em 1950, tornou-se o gênero musical brasileiro mais influente no exterior até a década de 1960, quando começou a perder prestígio para a bossa nova e o rock and roll. Embora tenha sido relativamente esquecido, o baião continuou através de inúmeros músicos e artistas nacionais, tendo entre eles Dominguinhos, João do Vale e o Quinteto Violado. O baião também interferiu na obra modernizadora de Hermeto Pascoal, Edu Lobo, Egberto Gismonti, Guinga e inúmeros outros instrumentistas.
 
Através de Luiz Gonzaga, gêneros musicais tipicamente nordestinos como o xote, baião, forró e xaxado tornaram-se conhecidos em todo o Brasil, e hoje é apreciado em todo o país. O que se chama hoje de forró remete-se, na verdade, a diversos ritmos nordestinos, dentre eles o baião.  Nascido nos anos 40, o baião resiste ao tempo, mostrando toda a força da música nordestina.
 
 
Para comemorar o centenário de Gonzagão, em outubro de 2012, chegou aos cinemas o filme Gonzaga - De Pai Pra Filho, que mostra a biografia de Luiz Gonzaga e retrata, ao mesmo tempo, como era a relação entre ele e o filho Gonzaguinha. O filme conta a sua trajetória de vida, seus amores e as dificuldades enfrentadas, antes de ser conhecido como "o Rei do Baião". Mostra também um pouco da caatinga nordestina e da vida do retirante que vê a vegetação seca e as condições de vida no interior permanecerem sem grandes mudanças por décadas. 
 
Hoje também se comemora o Dia Nacional do Forró, celebrado no Rio desde 2005. A data homenageia um dos gêneros de maior representatividade no país. Ritmo musical, que teve como um dos grandes porta-vozes o centenário Luiz Gonzaga, conta a história do povo do Nordeste, que migrou para todo o Brasil e espalhou sua cultura e raízes por todo território nacional. As comemorações da data colocarão o povo carioca para dançar ao som de muita sanfona, triângulo e zambuba.

O Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, mais conhecido como Feira de São Cristóvão, traz programação especial para esta quinta (13). Uma maratona com mais de 25 grupos, repentistas, cordelistas e cantores românticos se apresentam em dois palcos a partir das 12h. Além disso, o público pode conferir a mostra Luiz Gonzaga do Brasil – 100 anos de Tradições Nordestina, com textos, fotos, músicas que mostram a vida e obra do artista. A festa se estenderá por todo o fim de semana, começando sempre às 10 horas.

 
 
 
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Amigos são como estrelas

Dizem que a amizade é um amor que nunca se acaba. Acho que tão bom quanto a amizade, são as surpresas. E foi com surpresa e alegria que, há pouco menos de um mês, recebí um telefonema de uma amiga que eu não via há anos. Assim que ela disse o sobrenome dela, logo me lembrei da sua fisionomia e do seu bom humor. Ela havia ligado para me convidar para um almoço em sua casa, no qual ela pretendia reunir as amigas que, assim como eu, ela não via há tempos. Achei a ideia genial.
Com certa ansiedade aguardei o dia do almoço, que aconteceu no último sábado.
Algumas amigas dela também eram minhas amigas, pois havíamos trabalhado junto na mesma empresa. E, embora, tenhamos passado algum tempo sem nos vermos, parecia que nunca havíamos nos distanciado. Estela continuava a mesma; simpática, elegante, trabalhando muito, como sempre. Idalina agitada, querendo contar tudo sobre os anos que se passaram, e querendo saber tudo a  respeito de todas. Margareth, inteligente, bonita e antenada, do mesmo jeito que eu me lembrava dela, agora, corretora de imóveis. Fátima, feliz por ter reunido um número considerável de amigas se mostrou uma excelente anfitriã, nos servindo uma comida deliciosa. Divertida, contou-nos sobre o tempo em que morou nos Estados Unidos, durante um ano e meio de licença sem vencimentos no trabalho, uma grande aventura. Aliás, a cara dela.
Quase vinte pessoas compareceram. Algumas eu não conhecia, mas só por serem amigas da minha amiga já era uma referência, e logo nos aproximamos receptivas, iniciando uma nova amizade. Cada convidada deu o ar da graça e se fez notar pelas suas características, formando um grupo bem animado. O clima era de descontração e alegria, e aos poucos o papo foi sendo colocado em dia. Marido, filhos, namorados, trabalho, o assunto era vasto e renderá muitos encontros como esse.
Como foi bom reencontrar essas amigas, falar das coisas vividas, saber das novidades e constatar que as verdadeiras amizades não se acabam, mesmo com a distância. Confesso que fiquei emocionada,  não só pelo convite, mas pela demonstração de carinho e amizade contidos nele, ser lembrada foi gratificante. Com a promessa de novos encontros nos despedimos com um até breve e muitas fotos.
Na correria do cotidiano muitas vezes nos perdemos de alguns amigos, mas mesmo que eles, os amigos, não estejam sempre presentes como é bom sabê-los lá, em algum lugar bastando chamá-los se precisarmos. Sem cobranças, longe ou sempre perto, o amigo é alguém a quem dedicamos o nosso afeto.
Deixo aqui uma sugestão para este final de ano: tentem reencontrar os velhos amigos, mesmo que o tempo tenha se passado, com certeza, vale a pena o reencontro. E sempre que possível, digam aos seus amigos o quanto você os estima. Pois como diria Vinícius de Moraes: "A gente não faz amigos, reconhece-os!"
 


 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer o "arquiteto da sensualidade"


Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares nasceu em 15 de dezembro de 1907, na rua Passos Manuel, no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Poucos dias antes de completar 105 anos de idade, Oscar Niemeyer faleceu ontem, dia 5 de dezembro de 2012, na cidade em que nasceu. Deixou um enorme legado, não só por sua influência na arquitetura moderna, mas também pelo magnífico ser humano que foi.
Considerado o "arquiteto da sensualidade", conforme o jornal francês Le Monde, Oscar Niemeyer já foi eleito o 9º maior gênio vivo e um dos nomes mais importantes da arquitetura mundial.

Em uma carreira de 70 anos projetou mais de 600 obras, vinte delas ainda em execução em vários países. Foi o pioneiro na exploração das possibilidades, sempre surpreendendo a todos com a sua arte. Amante das curvas, o artista que criou um novo movimento na arquitetura, foi um dos mais ousados e inovadores arquitetos dos últimos tempos. Admirado em todo o mundo, recebeu os principais prêmios da área, e permanecerá presente em construções no Brasil e no exterior, além de influenciar novos profissionais.
Formado pela Escola Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro (1934), foi um idealista, mesmo passando por dificuldades financeiras, decide trabalhar sem remuneração no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão. Não lhe agradava a arquitetura comercial vigente e viu no escritório de Lúcio Costa uma oportunidade para aprender e praticar uma nova arquitetura. Como estagiário no escritório de Lúcio Costa, integrou em 1936 a equipe de arquitetos que colaborou com Le Corbusier – a grande influência de sua vida – na construção do edifício do Ministério da Educação, hoje Palácio da Cultura, do Rio de Janeiro, um marco da moderna arquitetura brasileira. Em 1938, assinou o seu primeiro trabalho individual, o edifício da Associação Beneficente Obra do Berço, no Rio de Janeiro.


a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, em Brasília
um dos projetos mais conhecidos de Oscar Niemeyer

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A sua genialidade surpreendeu o Brasil e o mundo com os imprevisíveis e criativos prédios do Conjunto da Pampulha (MG), sempre se superando projetou os edifícios para a cidade de Brasília, entre eles a residência do Presidente (Palácio da Alvorada), o Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, a sede do governo (Palácio do Planalto) além de prédios residencias e comerciais. 
Admirado por suas obras, Niemeyer também é famoso por sua postura política. Devido à sua ligação com o Partido Comunista, foi exilado durante a ditadura militar. Forçado a deixar o país, exilou-se na França. Criou diversos projetos em vários países: Alemanha, Argélia, Cuba, Estados Unidos, França, Inglaterra, Israel, Itália, Líbano, Portugual, Venezuela, cidade de Neguev e Turim. Na França, De Gaulle e Malraux elaboraram uma lei especial para permitir que trabalhasse no país por toda a vida. A Ditadura no Brasil durou 21 anos. Niemeyer retornou ao Brasil no começo dos anos 80, no início da abertura política, quando da anistia dos exilados no governo João Figueiredo.
Entre as mais importantes obras do arquiteto no exterior, destacam-se a Universidade de Constantine e a Mesquita de Argel, na Argélia; a Feira Internacional e Permanente do Líbano; o Centro Cultural de Le Havre-Le Volcan, na França; além do Porto da Música, na Argentina.

Em 1991, aos 84 anos, projetou o Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC em um terreno que o próprio escolheu quando andava de carro por Niterói. Considerado uma de suas grandes obras, o projeto do MAC integra a arquitetura com o panorama da Baía de Guanabara, a praia de Icaraí e o relevo do Rio de janeiro. 
Niemeyer deixou seu traço em diversas regiões do Brasil, como o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba; os Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) e a Passarela do Samba, no Rio de Janeiro; o Memorial da América Latina e o Parque Ibirapuera, em São Paulo; e no Caminho Niemeyer, em Niterói. Também produziu mobílias de design, levando à madeira prensada as curvas que já aplicava ao concreto. Foi um dos pioneiros no design de móveis no Brasil. Projetou o mobiliário do Palácio da Alvorada, o da Sede do Partido Comunista Francês e alguns móveis em parceria com a filha, na década de 1970. Os móveis de Niemeyer foram expostos em diversos museus brasileiros e salões e feiras internacionais.
Apontado como símbolo da vanguarda e da crítica ao conservadorismo de ideias e projetos, Oscar Niemeyer dizia-se um apaixonado pela 'vida', acima da 'arquitetura'. E assim resumia a sua paixão: "Se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que faz o concreto buscar o infinito".

Com toda certeza o céu ficará mais bonito com a presença do ilustre arquiteto Niemeyer, um exemplo de ser humano.


 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Molho de tomate caseiro

Os antioxidantes são compostos químicos que auxiliam no combate aos radicais livres e na prevenção de doenças crônicas. Por isso, consumir habitualmente alimentos ricos em antioxidantes pode ajudar na manutenção da saúde e qualidade de vida.

Entre os alimentos considerados antioxidantes, podemos destacar o tomate que é excelente fonte das vitaminas A, B e C, e de sais minerais como Fósforo, Ferro, Potássio, Magnésio. Além disso, o tomate é a fonte mais rica em Licopeno, poderoso antioxidante que combate os radicais livres, retarda o envelhecimento e pode proteger contra o câncer, inclusive o de próstata.
E ainda, o tomate quando cozido não perde suas propriedades, pelo contrário, a ação do licopeno aumenta com o cozimento. Então, quem não gosta de salada pode abusar dos molhos!
Muito versátil, o molho de tomate é um dos mais usados na cozinha. Seja na pizza, na macarronada, ou em outras receitas. Portanto, ter sempre à disposição um molho caseiro pronto, ajuda muito na hora de cozinhar.

Veja como prepará-lo e conservá-lo de um jeito prático para utilizar a hora que quiser:

Em uma panela grande, em fogo médio, coloque 2 kg de tomates sem pele e sementes picados, 3 dentes de alho amassados, 3 folhas de louro, 4 colheres (sopa) de óleo ou azeite, refogue por 10 minutos. Abaixe o fogo, junte 1/2 xícara (chá) de água e cozinhe por 1 hora, mexendo de vez em quando até que o tomate vire um purê. Tempere com sal, orégano e 1 pitada de açúcar, para tirar a acidez do tomate, cozinhe por mais 10 minutos. Coloque pouco sal, pois o congelamento apura os temperos, e você pode corrigir o sabor quando for usar, acrescentando mais sal se precisar.

Para congelar, você precisa esfriar o molho. Então, mergulhe parcialmente a panela em um recipiente com água gelada e pedras de gelo, para dar um choque rápido. Quando este estiver frio, coloque em formas de gelo e leve ao congelador por 3 horas. Desenforme, coloque em saquinhos plásticos e volte ao congelador. Conserve por até 60 dias. Para descongelar, basta levar os cubinhos de molho ainda congelados direto ao fogo baixo, em uma panela. Se desejar, acrescente outros ingredientes como cebola, pimentão, coentro, salsa e cebolinha, assim que o molho estiver descongelado.

O molho de tomate caseiro pode ficar congelado por três meses no freezer, um mês no congelador convencional e cinco dias quando apenas conservado em geladeira.
 
Dica: Para tirar a pele do tomate, faça um x com uma faca afiada no lado contrário onde fica o cabinho da fruta, isso mesmo, pois ele é uma fruta. Coloque-o numa vasilha com água fervendo e em seguida coloque-os em outra vasilha com água fria (com pedras de gelo). Onde foi feito o x com a faca, a pelinha começará a soltar, é só puxar. 
 
 
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Deixando de lado a "neura" da perfeição

Com a correria do dia-a-dia mal temos tempo de dar conta de tantos afazeres, e muitas vezes nos sentimos frustradas por não conseguirmos fazer as coisas como desejaríamos. Não só queremos fazer tudo, mas queremos ser perfeitas em tudo. Mães excelentes, profissionais eficientes, esposas maravilhosas, amigas solícitas, mulheres lindas, modernas, cultas, inteligentes, antenadas, bem-humoradas... Ufa! São tantas as exigências que, para as perfeccionistas, vira sofrimento.
Aprender a lidar com o fato de sermos apenas seres humanos e, portanto, falíveis, é a solução para encontrarmos o equilíbrio e a paz interior.
A mania de perfeição traz angústia e inquietação constantes. Dificilmente alguém que é perfeccionista vive com paz interior, pois tranqüilidade interior e mania de perfeição não combinam, são conflitantes. Lembram da propaganda da "neura", pois é, a mania de perfeição é uma neura que só gera estresse e cansaço.
Relaxar um pouco com as cobranças que nos fazemos pode ser até um pouco difícil a princípio, mas é um exercício que vale a pena. E com isso, iremos nos tornar também mais tolerantes com os outros, o que só irá facilitar os relacionamentos humanos. Esta é uma decisão que irá trazer muitos benefícios, pois quando paramos para admirar e usufruir aquilo que estamos realizando, e sentimos prazer no que fazemos sem nos cobrar a perfeição absoluta, tudo fica mais bonito e mais prazeroso ao nosso redor. Podemos fazer o "nosso" melhor em tudo, mas sem sermos perfeitas. Aliás, acho que perfeição não existe!
Portanto, daquí pra frente sou a miss imperfeita, muito prazer.... E como diria Martha Medeiros:

"Sou uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio, levo e trago filhos do colégio, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro as amigas, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, vou ao dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, faço reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas por mais disciplinada que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer não. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer não. Culpa por nada, aliás. Culpa zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta entrou na maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que você seria modelo! Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito e mamasse direitinho.
Você é humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos...
É ter tempo. Tempo para fazer nada. tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela.
Para procurar um abajur novo para o seu quarto.
Tempo para voltar a estudar. Para engravidar.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser profissional sem deixar de existir. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
Portanto, não queira sair por aí batendo records..."



O tempo que você usa fazendo o que gosta, não é um tempo perdido.
Pense nisso!


 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"Dia Nacional da Consciência Negra"

Existe uma tendência no ser humano em ver o mundo através da sua cultura, fazendo com que ele seja propenso a considerar o seu modo de vida como o mais correto e o mais natural, julgando tudo o que for diferente como errado, estranho e até mesmo inaceitável.
Desde que o mundo é mundo, a incompreensão e a intolerância em relação aos aspectos das outras culturas, incluindo raça, costumes e religião tem sido através dos tempos, a origem dos preconceitos e a causa de muitas discórdias. 
E ainda hoje, após séculos de guerras e conflitos, a discriminação racial, religiosa e cultural ainda persiste na maioria das sociedades. Agressões verbais, e até físicas, praticadas contra os estranhos que se arriscam em determinados bairros periféricos das grandes cidades é um dos exemplos.
Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico que se considera superior a outro. A esta tendência se dá o nome de Etnocentrismo, termo formado pela justaposição da palavra de origem grega "ethnos" que significa "nação, tribo ou pessoas que vivem juntas" e centrismo que indica o centro. É um conceito antropológico cujo significado é a valorização exagerada de um determinado grupo social em relação aos valores de outro. Feita a partir de um ponto de vista específico, essa avaliação é, por definição, preconceituosa.
Uma visão etnocêntrica demonstra, por vezes, desconhecimento dos diferentes hábitos culturais, levando ao desrespeito, depreciação e intolerância por quem é diferente, originando em seus casos mais extremos, atitudes desrespeitosas, preconceituosas, radicais e xenófobas. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros, de respeitar as crenças e de aceitar que, não existe na verdade um povo superior ou inferior, mas sim com determinadas diferenças. Pertencemos à raça humana, e somos todos iguais. 

E hoje, 20 de novembro, "Dia Nacional da Consciência Negra", espero que seja um dia de reflexão e repúdio a todas as formas de preconceitos.
Muito embora no Brasil o racismo seja negado, a escolha desta data é uma forma de luta pela visibilidade do problema, mostrando o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. A data surgiu como alternativa para a comunidade negra brasileira, por ser mais significativa do que o dia 13 de maio, o "Dia da Abolição da Escravatura. Em um de seus poemas sobre a abolição da escravidão,  o poeta gaúcho Oliveira Silveira, refere-se a ela como: "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", devido ao fato da Lei Àurea ter relegado os negros à própria sorte, submetendo-os a um forte processo de segregação urbana, sem condições de sobrevivência e distantes da sua terra natal, enfrentando imensas dificuldades de ascensão social, o que ainda implica em desigualdade até os dias atuais.  

Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado. O projeto do Dia Estadual da consciência negra originou a Lei de n.º 12056 de 12 de janeiro de 1993, onde estabelece que o Governo e a Assembléia legislativa promoverão atividades alusivas a esta data. Ficou instituído também que as comemorações nas escolas públicas estarão relacionadas a dedicação das atividades curriculares para abordagem de temas relativos a participação do negro na história do Brasil. Com toda certeza, só a educação poderá esclarecer a todos, sobretudo aos brancos, o que representou para a raça negra o que lhe foi imposto pelo tráfico escravista.

 
"E que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz..."
 
 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

"Se Liga!" Um experiência de diversão e conhecimento!

Um programão para este fim de semana e para o próximo feriado do dia 20, é visitar a exposição “Se Liga!”, que começou na última quinta-feira e vai até o dia 16 de dezembro no Shopping Nova América, em Del Castilho.

Com uma cenografia e design diferenciados, o evento aborda temas como cultura, ciência e sustentabilidade. Baseado em roteiro interativo a exposição conta com vários recursos, e é uma ótima oportunidade de revisar a história do nosso planeta e de aprender sobre a trajetória da relação do homem com o entorno, além de proporcionar ao visitante uma experiência inédita de conhecimento, através de uma narrativa instigante e atraente.

Questões existenciais são abordadas através de poemas, filmes, trilha sonora, videoinstalações, documentários, animações e instalações que proporcionam uma imersão sensorial nos temas apresentados, mostrando o longo processo de mudanças do planeta e as ações humanas, culminando numa das mais importantes questões contemporâneas: a sustentabilidade.

O espaço conta com mais de 1.000 m² divididos em 8 salas, onde o visitante se depara com vários questionamentos.
 
De onde viemos?
É um dos questionamentos principais e o mais comum de todos os tempos, tema da primeira sala da exposição. Nela o público conhece a origem do universo sob o ponto de vista da ciência, mas também de mitos e cosmologias. São exibidos vídeos impressionantes de observação do universo, feitos pela Nasa. Teoria do Big Bang, a Expansão do Universo e os Buracos Negros são alguns dos temas abordados nesta sala.
A cada sala o visitante é surpreendido e convidado a interagir, de forma física ou virtual. Num tour de cultura e conhecimento, numa das salas, abre-se o grande arquivo da história, da revolução industrial aos dias de hoje.

A exposição conta uma história que interessa a todos nós: um resumo da trajetória do nosso planeta, culminando num dos mais importantes temas da atualidade: um futuro melhor é possível?
Imperdivel!

Dias e horários: de terças-feiras a domingos, de 15 de novembro a 16 de dezembro, das 14h às 21h (em dias úteis) e das 11h às 21h (em fins de semana)
Local: Estacionamento do Shopping Nova América. Av. Pastor Martin Luther King Jr., 126. Del Castilho
Ingresso: R$ 14 (dias úteis); R$ 20 (fins de semana e feriados)
*Meia-entrada para estudantes com comprovação, idosos (maiores de 60 anos) e quem apresentar cartão do Metrô Rio com créditos válidos.
*Aqueles que levarem 1 kg de alimento (exceto sal e açúcar) têm direito a meia entrada.
Mais informações: (21) 2583-1563 ou pelos sites: 
 
 
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Onde está a tal "felicidade"?

A felicidade está sempre onde a pomos, mas nós nunca a pomos onde nós estamos...
Quando pequenos, achamos que seremos mais felizes quando crescermos, pois pensamos que ser criança é "chato". Aí crescemos, e achamos que ser adolescente é simônimo de "cobranças". Acreditamos que seria maravilhoso alcançar a "maioridade". De repente, chegamos lá, e concluimos que não é bem assim, ao nos depararmos com as responsabilidades e os desafios a enfrentar. E assim por diante, nunca estamos satisfeitos com a vida, deixando de aproveitar o que cada fase nos traz. E a vida segue, ficamos adultos e continuamos a procurar a "tal felicidade". Gastamos mais tempo idealizando do que vivendo a realidade, planejando mais do que fazendo, e esperando por "algo", que achamos que irá nos fazer felizes. Desperdiçamos a vida sonhando com aquilo que gostaríamos de ser ou ter, ao invés de sermos felizes com aquilo que somos e temos... Mas, se um dia olharmos para traz, iremos nos lembrar o quanto éramos felizes quando crianças. E na adolescência, quanta alegria, quantas descobertas... E diante disso, não será difícil perceber que a "FELICIDADE" estava lá o tempo todo, e que ela é um "estado de espírito", está dentro de nós. Vale também lembrar que ninguém é feliz 100% do tempo, os problemas sempre surgem e, em certa medida, são bons para "firmar os pés no chão". Porém, o segredo é encará-los de frente, não deixando que eles causem desgastes. Será preciso disposição para compreender que a felicidade está aqui onde estamos e depende da forma como encaramos a vida. E para sentí-la só precisamos estar atentos ao nosso redor e valorizar cada momento. É preciso olhar, ouvir, sentir e saborear a vida que se revela em cada acontecimento. Mesmo os mais rotineiros... Felicidade é descobrir a beleza no canto dos pássaros, ver o pôr-do-sol, o sorriso de uma criança, se encantar com a perfeição de uma flor. Passear pelos parques, sentir a relva, olhar a natureza e sentir-se parte dela. Compreender que a beleza da vida está na sua "finitude", na sutileza de cada momento, e que embora a vida seja breve, pode ter a intensidade que dermos a ela. A felicidade é estar aqui, agora, fazendo exatamente o que estamos fazendo: lendo, escrevendo, ouvindo a música preferida, refletindo, amando, "existindo". Podemos comparar a felicidade com as borboletas, se corremos atrás delas, elas fogem, mas se cultivarmos belas flores em nossos jardins, com certeza elas virão...

Que a felicidade toque seu coração!

 
 
 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bolo Gelado de Coco

Fim de semana combina com lanche e descontração, e para agradar à família aquí vai uma sugestão de um bolo de coco que pode ser feito na véspera e servido no lanche. Ele fica bem molhadinho e é servido gelado, uma delícia!

 
 
Bolo Gelado de Coco

Ingredientes

Para a massa:
5 ovos (claras e gemas separadas)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de leite fervendo
½ colher (sopa) de fermento em pó

Para a calda:

½ vidro de leite de coco (100 ml)
2 xícaras (chá) de leite
4 colheres (sopa) de açúcar
250 g de coco ralado fresco ou desidratado

Modo de fazer:

Massa:

Bata as claras em neve até o ponto de picos firmes (velocidade média da batedeira).
Acrescente as gemas e continue batendo. Junte o açúcar, diminua a velocidade e cubra a batedeira com um pano para não se sujar. Misture a farinha, o leite e, por último, coloque o fermento. Despeje a massa numa assadeira retangular (15 cm x 30 cm) untada e enfarinhada. Leve ao forno médio por 40 min. ou até dourar. Retire do forno, deixe esfriar e corte em quadrados de 5 cm x 5 cm. Reserve.

Para a calda:

Numa vasilha, misture o leite de coco, o leite, o açúcar e o coco ralado.
Molhe cada pedaço do bolo com 3 colheres de sopa da mistura do coco ralado e embrulhe em pedaços um a um de papel-alumínio de 25x25cm.

Leve à geladeira por 2 horas ou deixe de um dia para o outro (fica mais saboroso).
40 minutos (20 porções)
 
 

 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A vida e as cores vibrantes de Van Gogh

Quem vai ao Museu d'Orsay em Paris, se emociona ao ver de perto as obras de arte que consagraram os artistas de uma das mais belas fases da pintura, o Impressionismo. Por isso, fiquei feliz com a oportunidade de poder rever os trabalhos dos maiores artistas de todos os tempos, na exposição que está em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro.
A exposição "Impressionismo – Paris e a modernidade", tem entre outras preciosidades, obras do renomado artista Van Gogh, considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas.

A denominação Impressionismo surgiu na França no século XIX, tendo como origem uma declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy, ao ver a tela de Claude Monet (1840-1926), "Impression du Soleil Levant", ou "Impressão, Sol Nascente". O crítico apoderou-se do nome da peça quando escreveu o artigo "A Exposição dos Impressionistas" .
O Impressionismo foi o primeiro momento da arte moderna. Fechou um capítulo da História da Arte e abriu um outro novo. Enquanto os Realistas buscavam retratar a natureza tal qual ela é, tal qual ela existe, os impressionistas procuravam retratá-la tal qual a viam, num determinado momento. É um movimento artístico que se utilisa de pinceladas soltas dando ênfase na luz e no movimento, criando uma nova visão conceitual da natureza. A graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, em conjunto, emocionam quem contempla suas obras.

No Impressionismo, a relação de sombra e luz é substituida por cores intensas, oriundas da luz solar sobre a superfícies dos objetos. Os artistas desse movimento geralmente pintavam as telas ao ar livre, em frente ao motivo, para que pudessem capturar melhor as nuances da luz e da natureza. A presença dos contrastes, da natureza, transparências luminosas, claridade das cores, sugestão de felicidade e de vida harmoniosa transparecem nas imagens criadas pelos impressionistas.

Adotando um princípio dinâmico por excelência, refletiam a vida contemporânea e a nova Paris, figuras cotidianas passam a ser utilizadas com as impressões momentâneas e fugazes do seu dia-a-dia.

Alegre e vibrante, a arte dos impressionistas enche os olhos de cor e luz, como a obra de Vincent Willem Van Gogh, ou simplesmente Van Gogh. Mas, a rigor, a obra de Vincent van Gogh não pertence a nenhuma corrente artística específica. Na falta de uma classificação mais precisa, costuma-se incluí-la no rótulo genérico do pós-impressionismo, termo criado posteriormente para definir um grupo de artistas, de diferentes estilos e tendências, surgidos no final do século 19. Ao provocar uma ruptura com seus antecessores, anteciparam alguns pressupostos da arte moderna do século 20.


Biografia de Van Gogh


Van Gogh nasceu em 1853 em Groot-Zundert na Holanda e morreu em 1890 com apenas 37 anos. O pintor pós-impressionista holandês, viveu a maior parte de sua vida na França e sua obra teve influência decisiva sobre o expressionismo.
Filho de um pastor protestante, ele seguiu a carreira do pai até optar definitivamente à pintura, dedicando-se a ela com o mesmo fervor que dedicava à pregação religiosa.
Começou a atuar profissionalmente ainda jovem, por volta dos 15 anos de idade. Trabalhou para um comerciante de arte da cidade de Haia. Com quase vinte anos, foi morar em Londres e depois em Paris, graças ao reconhecimento que teve. Porém, o interesse pelos assuntos religiosos acabou desviando sua atenção e resolveu estudar Teologia, na cidade de Amsterdã. Mesmo sem terminar o curso, passou a atuar como pastor na Bélgica, por apenas seis meses.
Resolveu retornar para a cidade de Haia, em 1880, e passou a dedicar um tempo maior à pintura. Sem recursos para um treinamento formal, adquiriu conhecimento necessário pesquisando livros e impressos. Começou a elaborar uma série de trabalhos, tendo como influência a Escola de Haia, utilizando técnicas de jogos de luzes. Neste período, suas telas retratavam a vida cotidiana dos camponeses e os trabalhadores na zona rural da Holanda. Os primeiros trabalhos de van Gogh, feitos ainda na Holanda, revelavam uma forte preocupação social ao retratar, com tons sombrios e monocromáticos, a vida miserável dos camponeses, em um momento em que a Revolução Industrial modificava a vida nas grandes cidades e provocava uma onda de pauperização extrema na zona rural. Impressionado com a vida e o trabalho dos pobres mineiros da cidade, elaborou vários desenhos à lápis.

O ano de 1886, foi de extrema importância em sua carreira. Foi morar em Paris, com seu irmão. Conheceu, na nova cidade, importantes pintores da época como, por exemplo, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, representantes do impressionismo. Ao entrar em contato com os impressionistas, van Gogh deixou de lado as cores escuras e passou a explorar a luminosidade e um cromatismo intenso. Mas sua arte não se submeteria aos princípios seguidos pelos colegas parisienses. Na verdade, levaria o impressionismo às últimas conseqüências, radicalizando a experiência de representação subjetiva da realidade.

Na arte foi, sobretudo um autodidata, mas recebeu uma grande influência destes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas obras. Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais, com um cenário bucólico, onde pintou paisagens, naturezas mortas e retratos que se tornaram seus trabalhos mais famosos. Foi neste contexto que pintou várias obras com girassóis. Em Arles, fez único quadro " A Vinha Encarnada". Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França. E sua tentativa de fundar com ele um centro artístico naquela região, terminou em desastrosa experiência de automutilação. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão. Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Foi neste período que chegou a cortar sua orelha. Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas. No mês de maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que iria lhe tratar. Este doutor foi retratado num de seus trabalhos: Retrato do Doutor Gachet. Porém a situação depressiva não regrediu. No dia 27 de julho de 1890, atirou em seu próprio peito. Foi levado para um hospital, mas não resistiu, morrendo três dias depois.

Considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, tem influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XIX, como por exemplo o expressionismo, o fauvismo e o abstracionismo, porém a genialidade de Vincent Van Gogh somente foi reconhecida após a sua morte. Em vida, o artista holandês, que passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a miséria, vendeu apenas uma pintura "A Vinha Encarnada". Em maio de 1990, uma de suas mais conhecidas obras, "O Retrato de Dr. Gachet", pintado um século antes, justamente no ano de sua morte, foi comercializado por US$ 82,5 milhões.

A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição das suas telas em Paris, a 17 de Março de 1901. O artista produziu mais de mil obras durante os dez curtos anos que devotou à pintura. Em todos eles, assinava apenas “Vincent”.

A vida para Van Gogh foi uma sombria e desesperada luta contra a pobreza, a fome, o alcoolismo e a loucura. As pinceladas rápidas e enérgicas, as formas contorcidas e uso de cores primárias conferiam às telas uma dramaticidade única e revelavam a alma atormentada do artista. Van Gogh antecipava assim algumas características básicas do expressionismo, escola que romperá de vez com os padrões tradicionais de beleza. "Procuro exprimir as mais terríveis paixões humanas. Quero pintar o retrato das pessoas como eu as sinto e não como eu as vejo", dizia o artista.

O Museu Van Gogh em Amsterdã é dedicado aos seus trabalhos e aos dos seus contemporâneos. Os principais representantes do Impressionismo foram Monet, Manet, Renoir, Camile Pissaro, Alfred Sisley, Degas, Cézanne, Boudin (professor de Monet), Morisot, dentre outros.



Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Os 110 anos do grande poeta Drummond

Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987), se estivesse vivo, completaria 110 anos no dia 31 de outubro de 2012.
Mais do que saudade, o poeta deixou uma obra magnífica, pontuada pelo que há de melhor na literatura. O poeta mineiro que é orgulho de Itabira, numa justa homenagem, tem seus poemas registrados e exibidos em placas pelas ruas da cidadezinha onde nasceu. São 44 placas espalhadas em ruas e praças da cidade, que receberam o nome de "Caminhos Drummondianos", com o objetivo de divulgar o turismo cultural na pequena Itabira e colocar o público em contato com a sua poesia.
Drummond formou-se em Farmácia, na cidade de Ouro Preto, aos 23 anos, por insistência da família, mas preferiu se dedicar ao Jornalismo.  Ele que se dizia um “poeta menor” foi um dos grandes escritores jamais produzidos pela literatura brasileira. Talvez pela simplicidade de suas frases, por sua paixão humana ou por encontrar a grandeza no que havia de mais diminuto. Ficou famoso por suas histórias sobre o cotidiano e o amor, sabia ler a vida e alma do homem comum, como ele mesmo foi. Grande divulgador do modernismo, o escritor entrou para a história da literatura brasileira essencialmente como poeta, apesar de sua produção incluir livros infantis, contos e crônicas.
Fundou com outros autores, como Emílio Moura, "A Revista", periódico de divulgação do modernismo no Brasil. Segundo relatos, essa publicação não teve longa duração, mas foi o principal órgão modernista de Minas Gerais.
Em 1928, Drummond publicou o poema "No meio do Caminho", na Revista Antropofagia de São Paulo. A obra projetou o poeta. Chamou a atenção por sua linguagem coloquial e sua temática inovadora.
Seu primeiro livro foi publicado em 1930, "Alguma Poesia", três anos depois o escritor mudou-se para o Rio de Janeiro e ingressou no Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Drummond foi convidado por Luís Carlos Prestes para ser editor do diário "Imprensa Popular".
O poeta guardava dentro de si a inquietação de um criador inspirado, tinha um estilo marcado por um cuidado com a escrita, autor de uma vasta obra poética dividida em três períodos criativos caracterizados primeiro pela ironia, depois pelos temas sociais e por último por assuntos metafísicos.
Várias de suas obras foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.
 
Na Flip 2012, o poeta Carlos Drummond foi homenageado, e foram lançados alguns trabalhos inéditos do escritor. Entre as principais publicações destacam-se "25 Poemas da Triste Alegria" (Cosac Naify), livro de 1924 nunca publicado pelo autor, e "Cyro & Drummond" (Editora Globo), que reúne 50 anos de correspondência entre Drummond e o escritor Cyro dos Anjos.
Sua obra oficial tem sido relançada pela Companhia das Letras, que venceu a disputa pelos direitos de Drummond com a Record. Entre os livros já lançados estão "A Rosa do Povo" (1945), "Claro Enigma" (1951), "Contos de Aprendiz" (1951), e "Fala, Amendoreira" (1957).
A matéria prima da sua obra era o cotidiano, de acontecimentos banais, corriqueiros, gestos ou paisagens simples, ele tirava poesia. E sua alma de poeta conclui: 

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida esta no amor que não damos nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do  sofrimento, perdemos também a felicidade."
 
Carlos Drummond de Andrade
 
 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A origem do Halloween


O Dia das Bruxas ou Halloween, comemorado hoje, dia 31 de outubro, tem origem controversas. Halloween é o nome original em inglês, e é um evento cultural, tradicionalmente comemorado em vários países anglo-saxônicos com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido. E embora não se saiba ao certo onde surgiram essas celebrações, a origem do halloween remonta às tradições dos povos de origem céltica, e o primeiros registros do termo "Halloween" é de cerca 1745.
No Brasil, algumas pessoas torcem o nariz para a comemoração do evento por entendê-lo como uma manifestação distante da nossa cultura, mas devemos lembrar que a maioria das nossas festas tradicionais também foram trazidas de outras culturas, e entender as origens pode diminuir o preconceito. O termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.


Os significados e origens da festividade:

Segundo relatos, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão terminava em 31 de outubro. O Halloween marcava o fim oficial do verão e o início do ano-novo. Era comemorado com uma festa que tinha vários nomes: Samhain ( (significa literalmente "fim do verão"), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en. A festa era realizada para celebrar também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis.
O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e tornou-se conhecido como o Dia das Bruxas.

Alguns estudiosos dizem que a palavra Halloween surgiu da seguinte forma:

O nome é, na realidade, uma versão encurtada de "All Hallows' Even" (Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows' Day).
"Hallow" é uma palavra do inglês antigo para "pessoa santa" e o dia de todas as "pessoas santas" é apenas um outro nome para Dia de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos. Com o tempo, as pessoas passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, "All Hallows' Even", como "Hallowe'en", e mais tarde simplesmente "Halloween". A festa de Halloween, na verdade, equivale ao "Dia de Todos os Santos" e o "Dia de Finados", e foi absorvido pela Igreja Católica para apagar os vínculos pagãos, dando origem a festa.

A ligação da festa com o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados ficou praticamente deixada de lado, e muitas novas tradições seculares se desenvolveram.
Nos países de língua inglesa, as crianças fantasiam-se e saem pelas casas fazendo a brincadeira do "travessuras ou gostosuras" e, para elas, isso ainda é o maior evento. Muitos adultos também se fantasiam e participam com seus filhos de festas a fantasia e concursos.
Diversas atividades de Halloween ocorrem durante o mês todo de outubro. Estas tradições preservam o espírito de alegria do Samhain. Os americanos acrescentaram filmes de terror, casas assombradas comunitárias, histórias de fantasmas e quadros espiritualistas. Cartões e decorações também fazem parte do Halloween. A festa só perde para o Natal no faturamento total do comércio. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros, no entanto isso não reflete a festividade original dos povos célticos.
Um outro costume comum do Halloween é recolher dinheiro para a UNICEF (site em inglês), em vez de doces. Teve origem em 1950, na Filadélfia, quando uma turma de uma escola dominical teve a idéia de recolher dinheiro para as crianças necessitadas ao brincar de "travessuras ou gostosuras".
Eles enviaram o dinheiro que conseguiram, cerca de US$ 17, para a UNICEF, que foi inspirada pela idéia e começou um programa de "travessuras ou gostosuras", em 1955.



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia Nacional do Livro


"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

A partir de 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia, o movimento editorial começou no Brasil. E hoje, dia 29, celebramos o Dia Nacional do Livro em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que ocorreu em 29 de outubro de 1810.
O primeiro livro publicado no Brasil foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga, passando antes pela censura do Imperador. Só na década de 1930 houve um crescimento editorial, após a fundação da Companhia Editora Nacional, em outubro de 1925. E é de Monteiro Lobato, fundador da primeira editora brasileira, a célebre frase: "Um país se faz com homens e livros".
Antes de Lobato todos os livros eram impressos em Portugal. Grande parte da literatura de Monteiro Lobato sempre foi direcionada ao público infantil, tendo publicado durante toda sua carreira literária 26 títulos destinados a esses leitores. Lobato tornou-se um dos mais importantes escritores da literatura infanto-juvenil da América Latina e também do mundo.
A partir da frase de Lobato podemos fazer uma reflexão sobre a importância da leitura na vida das pessoas, e afirmar que ler é uma experiência fantástica, conforme o filósofo inglês Anthony Clifford Grayling: "ler é como voar!". Eu poderia ainda acrescentar que ler é como sonhar acordado, já que a leitura nos leva aos lugares nunca vistos e a situações nunca vividas.
O livro é um meio de comunicação importante no processo de transformação do indivíduo, além de ajudar no processo de formação, é também uma poderosa ferramenta de conhecimento e inclusão social. Ao ler um livro, evoluímos e desenvolvemos a nossa capacidade crítica e criativa e isso não se deve só aos livros didáticos. Comparado a outros meios de comunicação, com o livro é possível escolher entre uma história do passado, do presente ou da fantasia.
O hábito de ler pode (e deve) ser criado na infância. Quando você lê para uma criança, além de aproveitar bons momentos, contribui para sua educação e seu desenvolvimento integral. A leitura funciona como um mediador da relação entre as crianças, os adultos e o mundo, e faz toda a diferença no desenvolvimento infantil. Ao ler para as crianças, os pais estão despertando nelas não só o gosto pela leitura, mas estão dando a elas a chance de descobrirem um mundo encantado de fantasia, aprimorarem a linguagem e a comunicação com o mundo, além da oportunidade de experimentarem uma verdadeira experiência de aprendizado que elas levarão pela vida afora. E, apesar da sua importância pedagógica e psicológica, ler deve ser algo divertido e prazeroso, pois o livro atrai a criança pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio e pela emoção das histórias.
A leitura na mais tenra idade ajuda a desenvolver a criatividade, a imaginação e o raciocínio lógico, principalmente se os pais, ou os adultos que leem para os pequenos, permitirem que eles inventem novos finais para as histórias, o que será muito proveitoso para a sua vida escolar. Para que os livros tornem-se um companheiro da criança, ela deve ter a oportunidade de se relacionar com eles, observar suas ilustrações, brincar, tocar em suas páginas, que podem até ser de pano, de plástico, de papelão ou musicais... Estudos indicam, inclusive, que a leitura em voz alta na primeira infância melhora o desempenho escolar dos alunos.

O ideal é que os pais tenham, eles próprios, interesse pela leitura e permitam que seus filhos presenciem momentos em que eles leem, pois as crianças tendem a imitarem os hábitos dos pais. É mais fácil tornar-se leitor se vemos outras pessoas lendo e conversando sobre suas leituras. Porém, muitos pais não têm o hábito da leitura e acham que os filhos lerão na escola, quando os professores mandarem, mas como tudo na vida que é uma obrigação, deixa de ser prazeroso e atraente. Daí a importância dos pais estimularem os filhos a lerem antes de irem para a escola. Trocar ideias sobre livros lidos, partilhar sugestões e ler em voz alta pode aproximar pais e filhos, aprofundando laços de afeto e promovendo um mútuo conhecimento.
Mas como fazer com que as crianças adquiram o hábito de ler? Primeiramente, quanto mais cedo melhor. Colocando as crianças em contato com revistas, gibis, livros infantis com conteúdos adequados à idade delas e tudo o que estimule ou que desperte um novo conhecimento.
Visitar bibliotecas é sempre muito interessante e é uma forma de incentivar a leitura dos filhos. Vá com seu filho a uma biblioteca pública do seu bairro e o estimule a emprestar e devolver os livros que escolher.
Aproveite as feiras de livros para levar as crianças. Para elas as feiras literárias são lugares mágicos e misteriosos, que encantam crianças de todas as idades, pois lá se encontram os mais diversos tipos de livros e leituras. Pode ser também uma boa oportunidade para conhecer os autores e ilustradores. Uma boa dica também é frequentar rodas de leitura, ir à livrarias onde acontecem lançamentos de livros e tardes de autógrafos.
Acompanhe a vida escolar das crianças estimulando-as a fazerem um resumo dos textos lidos em sala de aula ou de livros que estejam lendo, peça a elas para contarem a história do livro. Esse hábitos simples ajudarão as crianças a descobrirem que ler é divertido, além de trazer infinitas descobertas.
Lembre-se: não basta ser pais, é preciso participar e ajudar às crianças a descobrirem o mundo, e a leitura é um importante ferramenta.
 
 
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Comemorações dos 100 anos do Bondinho do Pão de Açúcar

Não há quem não se encante, e até mesmo se emocione, com a visão deslumbrante que se tem na chegada ao Rio de Janeiro pelo Aeroporto Santos Dummont. Para os que visitam a cidade pela primeira vez, a maravilhosa paisagem do Pão de Açúcar é uma saudação de boas-vindas, mas para os cariocas, como eu, é motivo de orgulho e alegria por estar de volta à cidade maravilhosa, assim chamada não por acaso.
Marca registrada do Rio de Janeiro, o seu mundialmente famoso bondinho, incorporado à paisagem carioca, completa 100 anos neste sábado, dia 27 de outubro.
Construído, operado e mantido pela Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, o complexo turístico Pão de Açúcar, com 40 milhões de visitantes e título de patrimônio da humanidade pela Unesco, foi criado para o divertimento de milhares de pessoas num local privilegiado pela beleza panorâmica. Como mirante, divide com o Cristo Redentor e a Pedra da Gávea, o ponto de contemplação de uma das vistas mais bonitas da cidade.
A ideia de construir o bondinho surgiu em 1908, durante a comemoração dos 100 anos da abertura dos portos cariocas por Dom João VI. O engenheiro Augusto Ferreira Ramos, antigo sócio do Clube de Engenharia, projetou e construiu um "caminho aéreo" entre os morros da Baía de Guanabara para alavancar o turismo no Rio de Janeiro. Seu projeto visionário era alvo de piadas pelos colegas do Clube de Engenharia, que o chamavam de louco. Ao conseguir capital e apoio do governo, fundou a Cia. Caminho Aéreo Pão de Açúcar, a mesma que administra o bondinho até hoje. Na época, o projeto era bastante ousado. Só existiam dois teleféricos no mundo: o do Monte Ulia, na Espanha, com extensão de 280 metros, e o de Wetterhorn, na Suíça, com 560 metros. O projeto carioca superou os outros dois existentes, com duas linhas que somam 1325 metros.
As obras começaram em 1910 e o empreendimento consumiu mais de dois anos, centenas de operários e dois milhões de contos de réis - uma fortuna. "Como não havia helicópteros, a construção utilizou equipes de alpinistas especialmente treinados, que levavam as peças nas costas, em escaladas perigosas", diz Giuseppe Pellegrini, diretor técnico da Companhia.
O primeiro trecho, ligando a Praia Vermelha ao Morro da Urca, foi inaugurado em 27 de outubro de 1912. O segundo, da Urca ao Pão de Açúcar, foi completado no ano seguinte. Cenário de filmes, o bondinho ilustra a famosa cena de James Bond lutando no "007 contra o foguete da morte".
No início, o bondinho vindo da Alemanha era de madeira, com bancos e cortinas enfeitando as janelas. Era uma aventura, todos a bordo de num bondinho de madeira, muito sensível ao vento, que balançava muito. Pelas frestas do piso, dava para ver o mar lá embaixo, segundo o bisneto do idealizador do teleférico, o engenheiro Octavio Augusto Ramos, de 52 anos, que acompanhou parte das mudanças. Nos anos 60, o modelo não mudou muito, mas ganhou estrutura de metal.
Em 1970, o velho bondinho já não dava conta do intenso tráfego turístico. Por isso, foi construída outra linha, mais segura, com novos cabos, estações e carros, multiplicando por dez a capacidade de transporte. Dessa vez, o bondinho antigo deu uma ajuda considerável como elevador de peças, dispensando o perigoso e extenuante trabalho dos pioneiros alpinistas. A nova linha foi inaugurada em 1972 e, com algumas reformas, continua operando até hoje. Os bondinhos ganharam design exclusivo, em acrílico e policarbonato, que lembra uma bolha ou as formas de um diamante. Ao todo, são quatro que deslizam por 2,17 minutos no trecho de 528 metros da Praia Vermelha ao Morro da Urca, e por mais 2,25 minutos nos 735 metros que levam até o Pão de Açúcar. 
Comemorações:
Para celebrar os 100 anos do Bondinho do Pão de Açúcar, a empresa que tem a concessão do ponto turístico vai realizar uma apresentação especial de Jorge Ben Jor e do DJ Dom Pepe para reviver os áureos tempos do Morro da Urca. Nos anos 80, o local era um dos principais palcos da cena musical do Rio. Lá rolava o Noites Cariocas, sob o comando de Nelson Motta, sempre com a participação de Pepe, que atraía milhares de jovens.
As comemorações incluem exposição sobre a história do bonde. Os Correios e a Casa da Moeda vão lançar, respectivamente, selo especial (quantidade limitada) e 100 moedas de prata para colecionadores, em homenagem aos 100 anos do cartão-postal.
Da Praia Vermelha até o Pão de Açúcar, haverá a “Exposição 100 anos”, com gravuras, vídeos, projeções e imagens de 1908 até hoje, contando a história da cidade e dos bondinhos.
Visitantes poderão escrever o que pretendem para o futuro, pessoal e da cidade, e depositar numa espécie de urna, chamada cápsula do tempo.
A exposição irá de 27 de outubro até o final de março. A companhia pretende usar as mensagens em projeto ainda a ser definido depois que a exposição acabar.




 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Como se adaptar ao horário de verão

O horário de verão que começou no último final de semana, foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, por iniciativa do então presidente Gerúlio Vargas, através do decreto 20.466, abrangendo todo o território nacional. 
Defendido pelo governo e odiado por muitos brasileiros, o horário de verão ficará em vigor até 17 de fevereiro e, até que ele termine, nosso organismo passará por diversos ajustes para se adaptar. Para a maioria das pessoas, essa adaptação ao novo horário leva, em média, de nove a 15 dias, quando o corpo já teve tempo de se acostumar aos novos horários. Ao adiantar uma hora os ponteiros dos relógios, o corpo humano pode sofrer alterações hormonais que influenciam diretamente no humor, cansaço e na preguiça. O motivo, explica o fisiologista Edson Bittar, é porque a produção de melatonina e de cortisol “enlouquecem”.
A melatonina, também chamada de hormônio do sono, é produzida nas horas de descanso. O fato de dormir uma hora a menos repercute nas reservas corpóreas da substância. Uma reação é o aumento da produção de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, e por isso o humor também é afetado nos primeiros dias de vigência do horário de verão. Segundo uma pesquisa, quase a metade da população sente algum tipo de desconforto com o começo do horário de verão. Entre os distúrbios resultantes da mudança estão a dificuldade para dormir, o que resulta em sonolência pela manhã e à consequente falta de atenção, além de dificuldades de memória e outros problemas, que variam de pessoa para pessoa. Isso deve-se ao fato de que as horas a menos para descansar durante o horário de verão geram um desgaste natural, acentuado pela adaptação inicial ao relógio. E enquanto alguns se adaptam à mudança, outros atravessam todo o período com problemas.
A nutricionista Marina Capella aconselha que devemos apostar em alimentos que facilitam a produção do hormônio do sono. "A síntese da melatonina inicia com a serotonina. Os níveis de serotonina no cérebro estão relacionados com a ingestão alimentar de triptofano (aminoácido) e de carboidratos. Ácido fólico, vitamina B6 e magnésio também são essenciais nesse processo de síntese de serotonina", diz.
Alimentos como: leite, banana, uva e suco de uva, cidreira, gergelim, hortelã, arroz, aveia, cebola e cereja, facilitam a produção do hormônio do sono.

Algumas dicas podem amenizar os efeitos do horário de verão no organismo:

Não exagere nas refeições. Faça refeições mais leves, que não exijam muito esforço do seu organismo para a digestão.
Durma e levante nos mesmos horários em que está acostumado. Não se deve aumentar o tempo de sono por conta da mudança.
Durma de janelas abertas, nos primeiros dias do horário de verão, para que o corpo se acostume a acordar com a claridade.
Tome bastante líquido, como sucos naturais e água de coco. A desidratação compromete a qualidade do sono e deixa mais difícil dormir ou acordar.
Até sentir que seu organismo está acostumado com a mudança, recuse os convites para sair e voltar tarde demais para casa. No dia seguinte, acordar pode ser muito complicado.
Pelo menos na primeira semana do horário de verão, fixe horários para todas as suas atividades e tente respeitá-los ao máximo. Isso evita distúrbios de apetite (como fome fora de hora) e um cansaço exagerado.

Benjamin Franklin (Boston, 17 de janeiro de1706 — Filadélfia, 17 de abril de 1790) foi um dos líderes da Revolução Americana, conhecido por suas citações e experiências com a eletricidade, tendo sido o inventor do pararraios e o criador do horário de verão ou DST (Daylight Saving Time), em 1784, nos Estados Unidos, com a intenção de aproveitar a luz natural durante os dias mais longos do ano. No entanto, não foram os Estados Unidos que adotaram o horário de verão pela primeira vez, mas sim a Alemanha, em 1916.

Cerca de 30 países utilizam o horário de verão, pelo menos em uma área dos seus territórios. Uma grande parte dos continentes está no Hemisfério Norte, onde o inverno é mais rigoroso, com o Sol se pondo muito cedo e nascendo lentamente durante o dia. No verão, o inverso ocorre. É comum o dia ainda estar claro às 20 ou até às 22 horas. Por isso, nesses lugares o horário de verão faz uma grande diferença.
No Brasil, o novo horário vale apenas para os estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do estado de Tocantins, único da região Norte que quis aderir à medida. Após 18 anos sem ser usado, o horário de verão foi novamente adotado por volta de 1985/86, devido à queda do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas. Depois disso, vigorou em todos os anos. 
O horário de verão foi criado como forma de economizar energia, através do aproveitamento da luz do Sol, nos dias mais longos da Primavera e do Verão, nas regiões mais distantes da linha do Equador.
 
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Paris é aqui, no CCBB do Rio de Janeiro


Se você ainda não teve a oportunidade de ir ao Museu d'Orsay, em Paris, para ver de perto obras de artistas do impressionismo e pós-impressionismo como Monet, Van Gogh, Manet e Gauguin, não pode perder a exposição que começa amanhã, terça-feira (23/10) e vai até 13 de janeiro, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.
A Cidade Luz nos brinda com a exposição ‘Impressionismo — Paris e a Modernidade’. São 85 obras, vistas pela primeira vez por aqui, e que fazem parte do acervo do Museu d’Orsay, um dos mais importantes do mundo. O museu, que recebeu mais de três milhões de visitantes em 2011, é uma das joias da capital francesa. Instalado numa antiga estação ferroviária, à beira do Rio Sena, o d' Orsay é conhecido como "o museu dos impressionistas", porque sua coleção tem algumas das principais obras do gênero artístico.
Obras de impressionistas do século 19, que romperam com as regras artísticas vigentes até então, tornando esse movimento o precursor do Modernismo, poderão ser vistas após sucesso estrondoso em São Paulo, atraindo cerca de 320 mil visitantes. Entre as obras há marcos da história da arte, como O tocador de pífano, pintada em 1866 pelo precursor do impressionismo, Edouard Manet. Além de algumas das mais importantes obras de Paul Cézanne, Vincent Van Gogh, Paul Gauguin.


‘O Tocador de Pífano’, de 1866, do francês Edouart Manet

Apesar do nome, nem todas as pinturas são impressionistas. "Artistas como Gauguin eram contrários ao impressionismo. Ele não se preocupava em retratar o que via e usava as cores de modo arbitrário, simbólico". Diferente, por exemplo, de Monet e sua obsessão por captar as mínimas alterações da luz em uma paisagem.
Entre os destaques, estão também Dançarinas subindo uma escada, pintada por Edgar Degas entre 1834 e 1890; Moças ao piano, de 1892, por Pierre-Auguste Renoir, e A estação Saint Lazare, de 1877, um revelador estudo da luz executado por Claude Monet, assim como o seu O lago das ninfeias, harmonia verde. Ou ainda nomes não conhecidos do público brasileiro como o de Louis Welden Hawkins, com sua emblemática A torre Eiffel.
A mostra foi dividida em duas partes: a primeira é dedicada à vida urbana e podem ser vistas desde as vistas ao rio Sena e à catedral de Notre Dame retratadas por Camille Pissarro e Gauguin, até as cenas burguesas pintadas por Renoir, passando pelas prostitutas que deleitaram Toulousse-Lautrec.
A outra parte é dedicada a paisagens tão variadas quanto o 'Argenteuil' de Monet e o redescobrimento da luz que Cézanne experimentou em 'Aix en Provence'.

A exibição é complementada com um percurso cronológico pelo movimento, atividades educativas e uma mostra de cinema impressionista.

O quadro ‘Natureza Morta com Sopeira’, de Paul Cézanne, é um óleo sobre tela pintado em 1877

O presidente do Museu D’Orsay, Guy Cogeval, que se emocionou na primeira etapa da mostra, em São Paulo, quando ouviu depoimentos de vários estudantes e professores, comovidos por ver ao vivo telas que só conheciam dos livros, comemora “Trazer essas obras ao Brasil é uma oportunidade única para nós”. Para Marcelo Mendonça, gerente do CCBB carioca, a expectativa é superar o número de público recebido em São Paulo. O público vai se sentir em Paris, pois a exposição foi toda projetada como se fosse no seu museu de origem”, explica.


Exposição: ‘Impressionismo — Paris e a Modernidade’
CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) - Rio de Janeiro
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 (Centro)
Data: 23 de outubro a 13 de janeiro de 2013; terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada Grátis

Mais informações: (21) 3808-2020

Não percam!